"Estes homens eram escuros e perigosos, vivos. Duvido que a morte os tenha melhorados. — Nisso estamos em desacordo, — disse Sor Hyle. — Estes são exatamente o tipo de pessoas que estão melhores com a morte. —"

"Cat não se importava com o trabalho. Quando seus músculos doíam de tanto carregar, ou suas costas ardiam pelo peso de um barril, dizia a si mesma que estava ficando mais forte."

"Estes tempos são para feras, refletiu Jaime, para leões, lobos e cães raivosos, para corvos e gralhas pretas."

"Palavras são como vento, Brienne falou para si mesma. Elas não podem te machucar. Deixe-as passarem por cima."


01-O Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos ao
tratar dos princípios norteadores para a educação básica aponta
que:
A. A educação deve ter a função de desenvolver uma
cultura de direitos humanos apenas na escola que é um
espaço de formação permanente.
B. A educação em direitos humanos deve ser um dos eixos
fundamentais da educação básica e permear o currículo,
a formação inicial e continuada dos profissionais da
educação.
C. A educação em direitos humanos deve ser uma
disciplina obrigatória do currículo da educação básica e
uma disciplina da proposta pedagógica dos cursos de
formação inicial e continuada dos profissionais da
educação.
D. A prática escolar deve ser orientada para a educação em
direitos humanos, assegurando o seu caráter obrigatório
nas aulas de Ensino Religioso.
E. A prática escolar deve assegurar a educação em direitos
humanos favorecendo situações de bullying.


02-A Escola Direito de Aprender fixou em cada sala de aula
uma caixa correio para que alunos e professores depositassem
(sem citar nomes) práticas de intimidação e/ou humilhação por
parte de alguém do contexto escolar ou nas redes sociais.
Mensalmente é escolhido um dia onde essas caixas são abertas
por algum professor da turma, independente da disciplina com
a qual trabalha, e realiza-se uma oficina denominada ―Nas
mãos que oferecem flores, fica sempre um perfume‖, onde se
procura discutir as situações apresentadas. Considerando as
diretrizes do Programa Nacional de Direitos Humanos a escola
está:
A. Saindo do foco da sua função que é ensinar os
conteúdos curriculares para a humanização dos sujeitos.
B. Executando sua função humanizadora, ao priorizar o
trabalho da oficina em detrimento dos conteúdos.
C. Desenvolvendo e estimulando ações de enfrentamento
ao bullying e ao cyberbullin.
D. Enfatizando práticas de bullying no contexto escolar.
E. Resgatando as aulas de Ensino Religioso revestidas de
uma nova finalidade.


03-A Lei 10.639 de 2003 incluiu no currículo oficial da Rede
de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura
Afro-Brasileira". Os conteúdos trabalhados na escola referentes
a essa temática serão trabalhados:
A. Nas séries iniciais em atividades artísticas, como
música e dança.
B. Em todo o currículo escolar, com destaque para as
áreas de História Brasileira, Literatura Brasileira e
Educação Artística.
C. De forma interdisciplinar, em especial nas áreas de
Linguagens e Códigos.
D. Em todas as áreas do conhecimento, principalmente
Ensino Religioso e Educação Artística.
E. No Ensino Médio, como atividade optativa e no Ensino
Fundamental como disciplina obrigatória.



04-Em cada época e sociedade a infância é vista pelo mundo
adulto de forma diferenciada, como um adulto em miniatura,
por exemplo, ou como um ser de plenos direitos e deveres. A
Lei 8069 de 1990 que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do
Adolescente considera criança:
A. Os que têm até 13 anos de idade.
B. Os maiores de 2 anos e menores de15 anos.
C. Os que têm até 12 anos incompletos.
D. Os que têm até 10 anos incompletos.
E. Os menores de 14 anos e maiores de 1 ano.


05-Comunicar ao Conselho Tutelar a reiteração de faltas
injustificadas e de evasão escolar no Ensino Fundamental é
responsabilidade, de acordo com o Estatuto da Criança e do
Adolescente:
A. Dos pais.
B. Do Conselho Escolar.
C. Dos professores.
D. Dos gestores.
E. Dos coordenadores pedagógicos.


06-A Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional - 9394/96
destaca entre os objetivos do Ensino Fundamental:
A. O desenvolvimento integral da criança em seus
aspectos físico, psicológico, intelectual e social,
complementando a ação da família e da comunidade
B. O desenvolvimento da capacidade de aprendizagem,
tendo em vista a aquisição de conhecimentos e
habilidades e a formação de atitudes e valores
C. O aprimoramento do educando como pessoa humana,
incluindo a formação ética e o desenvolvimento da
autonomia intelectual e do pensamento crítico
D. A formação integral do educando e seu preparo para
o mundo do trabalho
E. O desenvolvimento de atitudes positivas em relação
ao outro e de valorização do eu


07-No inicio do ano letivo o diretor da escola Aquarela realizou
oficinas com os grupos de segmentos da comunidade escolar:
pais, alunos, professores e funcionários. Cada componente
pensou sobre a escola e as ações necessárias à sua melhoria. Ao
reunir os pares e discutir a escola, José fez uso de um dos
princípios do Projeto político pedagógico:
A. Flexibilidade
B. Gestão democrática
C. Avaliação
D. Liberdade
E. Alteridade


08-Quanto ao processo de avaliação escolar, avaliar
qualitativamente a aprendizagem:
A. Acontece em momentos isolados, determinado pelo
docente
B. Pode ser formal e informal, sempre de caráter
mensurável
C. É menos explícito, envolvendo apenas a forma
classificatória
D. Acontece no processo, em cada atividade
desenvolvida e incorpora o elemento subjetivo no
procedimento
E. Julga de forma quantitativa o domínio dos conteúdos


09-Hoffman, ao discutir a avaliação mediadora caracteriza-a
como:
A. Classificatória e com caráter quantitativo.
B. Mediada pelo professor e o conteúdo proposto.
C. A serviço da aprendizagem do aluno, da formação da
cidadania.
D. Classificatória e excludente.
E. Tradicionalmente baseada em provas e textos.


10-Um professor que planeja e promove situações de
aprendizagem estimulando o processo de construção do
conhecimento está assumindo uma postura:
A. Positivista, pois acredita na capacidade de construção
do aluno.
B. Inatista, já o conhecimento está em nós.
C. Sócio-histórica, atuando como mediador do
conhecimento.
D. Moderna, utilizando princípios de uma pedagogia
renovada.
E. Tecnicista, pois se baseia na técnica como instrumento
de construção da aprendizagem.


11-Carlos planejou uma aula diferente, pois seus alunos
estavam sempre reclamando da monotonia de sua aula. Assim
dispôs dos recursos tecnológicos que tinha na escola levando os
alunos para o laboratório de informática onde fez uso do
projetor, explicando o assunto e mostrando aos alunos como
responder as questões dos exercícios que já estavam nas
máquinas. Quando os alunos terminassem de responder
deveriam encaminhar o exercício para a impressora para que o
professor imprimisse e corrigisse. Os alunos não se
interessaram em nenhum momento pela atividade, ficaram
agitados e conversando o tempo todo. A situação apresentada
indica em relação ao uso das tecnologias na sala de aula:
A. Que Carlos não tinha controle da sala e por isso não
deveria ter levado os alunos para o laboratório de
informática.
B. Que a adoção de novas ferramentas tecnológicas na
sala de aula não implica em novas práticas
pedagógicas, pois pode se configurar apenas como o
velho revestido de roupa nova.
C. Que os alunos não demonstraram interesse porque não
gostavam de estuda
D. Que o ambiente diferente ao da sala de aula propiciou
a dispersão dos alunos e por isso Carlos não teve
domínio da sala
E. Que as ferramentas tecnológicas utilizadas não
interessavam aos alunos.


12-Para as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação
Básica, são componentes integrantes da base nacional comum,
EXCETO:
A. Língua Espanhola.
B. Língua Portuguesa.
C. Ensino Religioso.
D. Educação Física.
E. Matemática.


13-Para educar na diversidade o professor precisa adotar uma
prática inclusiva, a qual esteja baseada na flexibilização do
currículo e de seu enriquecimento a partir do aproveitamento
das diferenças individuais dos sujeitos. São exemplos de uma
prática pedagógica inclusiva, EXCETO:
A. Desenvolver atividades escolares cooperativas, nas
quais os alunos possam em grupos resolver tarefas e
construir conhecimentos juntos
B. Utilizar atividades individuais e em grupos, onde os
alunos possam aprender sozinhos e com os outros.
C. Realizar uma avaliação contínua, a qual forneça dados
para a adoção e uso de metodologias de ensino que
abordem os conteúdos de forma diversificada.
D. Desenvolver a mesma atividade para todos e um
mesmo tempo de realização desta de forma a não
privilegiar ninguém, uma vez que se está oferecendo a
mesma oportunidade e o mesmo tempo pedagógico
E. Incentivar a participação dos estudantes na tomada de
decisões como na escolha de conteúdos e na forma de
abordagem destes.


14-Na concepção neoliberal de educação, o Estado transfere ou
divide suas responsabilidades com o setor privado, estimulando
a competição e o padrão de qualidade. Essa visão se traduz
numa política educacional:
A. Autônoma
B. Centralizada
C. Descentralizada
D. Competitiva
E. Democrática


15-A concepção de que aprender é um ato de conhecimento da
realidade concreta e só tem sentido se resulta de uma
aproximação crítica dessa realidade, na qual os sujeitos
transformam a si mesmos e ao mundo, se baseia numa
tendência:
A. Liberal.
B. Tecnicista.
C. Libertadora.
D. Critico social dos conteúdos.
E. Tradicional.



16-Segundo o texto introdutório:
A. A Gramática tem o objetivo único de trabalhar a norma
padrão, sem fazer nenhuma menção a outros registros
linguísticos.
B. A variedade padrão da língua será abordada sempre em
contraparte a outras variedades.
C. Só será possível abordar textos de jornalistas e
escritores consagrados no presente manual.
D. O livro será voltado apenas à ampla comunidade culta.
E. Por tratar de um conjunto sistemático de formas e
construções linguísticas, a gramática será voltada para
orientação de escritores, jornalistas e autores
brasileiros.

17-O texto faz referência a um determinado momento histórico.
Dessa forma:
A. Percebemos que a gramática normativa brasileira
continua presa a preceitos lusitanos.
B. O autor procura nos informar que o estabelecimento de
uma língua padrão coincide com o momento histórico
vivido no Brasil.
C. A principal característica desse momento histórico é a
notória arbitrariedade.
D. O momento histórico pode ser fixado devido ao esforço
de jornalistas e escritores em estabelecer uma língua
pura.
E. Os centros urbanos foram os principais responsáveis
pela destruição dos padrões populares da língua
portuguesa no Brasil.
18-Segundo o texto, quem foi responsável pelo estabelecimento
de uma norma linguística padrão no Brasil?
A. Os ensaítas em geral, que passaram seus ideais aos
demais escritores nacionais.
B. A elite intelectual formada na segunda metade do
século 19.
C. A gramática então apresentada.
D. Os linguistas da época.
E. A formação da língua se deu naturalmente, a partir de
influências puramente lusitanas.


19-Sobre a norma padrão e sua relação com o ambiente escolar
abordada brevemente no texto:
A. A escola deve preterir a norma padrão em relação a
outros registros e deve apenas ficar no âmbito dos
estudos linguísticos.
B. A norma padrão é apenas uma variedade dentre outras
e a escola deve considerá-la dispensável.
C. A escola procura estabelecer como padrão uma única
variedade e fazer com que os alunos a adquiram pela
via da leitura.
D. A norma padrão não apresenta distinção das outras
estudadas na escola.
E. A norma padrão estabeleceu-se como modelo de uso e,
portanto como competência a ser adquirida na escola.


20-Acerca do estabelecimento ou não de padrões linguísticos e
de abordagens possíveis na gramática, o autor destaca:
A. A opinião congruente sobre sua representatividade.
B. A capacidade única que os linguistas possuem de
apontar fatos.
C. A falta de consenso.
D. A escassez de amostragem.
E. A profusão de detentores de conhecimento
especializado.


21-Qual das competências abaixo não pode ser objetivada pelo
professor ao trabalhar o gênero do texto acima em sala de aula?
A. Capacidade de fazer uma reflexão sobre um fato e
identificar uma idéia.
B. A desnecessidade de haver balões de diálogo para
ajudar o leitor na interpretação da idéia central.
C. Uso do humor e da sátira para expressar a visão do
autor sobre uma idéia ou fato.
D. Percepção da charge como um importante recurso para
o desenvolvimento do pensamento e do posicionamento
crítico.
E. Observação dos desenhos percebendo que são
elementos que permitam ao leitor entender a situação
representada e enxergar a crítica feita pelo autor.


22-―Existem na língua recursos diversos para indicar que
estamos dirigindo a palavra a um interlocutor ou destinatário
(...)
A enunciação de qualquer desses segmentos se realiza
obrigatoriamente se realiza obrigatoriamente mediante uma
modulação da voz__ou entonação__ que sinaliza a intenção
com que são proferidos: alerta, convite, saudação, apelo,
repreensão, chamamento, ordem etc. (...) Todos esses
enunciados constituem frases de situação.‖ (Gramática
Houaiss)
Na charge apresentada no texto 2, há exemplos que o professor
pode dar acerca do aspecto gramatical que foi tratado no trecho
da presente questão. Qual das alternativas contém esses
exemplos?
A. Lhe - no
B. Afeta - tô
C. ... - , - ?
D. Professor-Relaxa
E. Greve- correios- contas


23-― Segundo Bechara, modernamente diz-se que não há elipse
nestes casos em que a referência ao sujeito é dada pela
desinência verbal. Bechara só considera a existência de elipse
em casos em que o sujeito apareceu em oração anterior.
Mattoso Câmara tem a mesma posição. Já Adriano da Gama
Kury considera elipse nos dois casos.‖
Considere as frases e assinale a alternativa que contém uma
análise correta à luz do que foi tratado no trecho acima:
“Sério, quieto, feito ele mesmo, só igual a ele mesmo nesta
vida. Tinha notado minha ideia de fugir,...‖ (Guimarães Rosa)
A. Segundo Bechara, houve elipse do sujeito no segundo
período.
B. Para Gama Kury, não houve elipse.
C. Para Gama Kury houve elipse nos dois períodos.
D. Segundo Mattoso Câmara não houve elipse do sujeito.
E. Bechara e Kury convergem para a mesma conclusão.

24-‗Não é hora de ser pragmático, é hora de ser sonhático‘
(Marina Silva)
Ao levar tal declaração da ex-senadora para uma análise em
sala de aula, o professor só NÃO deve afirmar que:
A. A palavra em destaque é um neologismo.
Neologismos são novas palavras, criadas para dar
conta de novas situações, novos conceitos, fatos,
objetos, assim designadas por um determinado tempo.
B. Não há neologismo, pois este depende da breve
ausência do dicionário e de incorporação no gosto
popular. Tais palavras tendem a cair no esquecimento
como os termos ‗delubizar‘ e ‗valerioduto‘.
C. O vocábulo em destaque deve ser visto como um
neologismo, já que se toma como base de
conhecimento do léxico da língua o mais recente
VOLP e dicionários consagrados. A ausência de um
termo proferido e ausente em uma dessas publicações,
configura o neologismo.
D. É um neologismo, mas é importante observar que
podem ser consagradas pelos falantes ou caírem
rapidamente no esquecimento.
E. É possível a um falante cunhar termos novos. Trata-se
de um caso assim o termo destacado: não figuram
ainda no léxico, mas que podem ser acionados pela
competência do falante.


25-Poderemos eliminar do rol de neologismos apenas o
vocábulo:
A. Pitboy
B. Ficante
C. Sambódromo
D. dicionarizada
E. mensalão


26-"O coração tem que se apresentar diante do Nada sozinho e
sozinho bater em silêncio de uma taquicardia nas trevas.Só se
sente nos ouvidos o próprio coração. Quando este se apresenta
todo nu, nem é comunicação, é submissão. Pois nós não fomos
feitos senão para o pequeno silêncio, não para o silêncio astral."
Clarice Lispector
O professor pode levar esse trecho de Clarice Lispector para
sua sala de aula e apresentá-lo com um exemplo de texto
literário, exceto:
A. Porque consegue produzir um efeito estético no leitor.
B. Pela predominância da função emotiva e poética.
C. Por recriar com uma linguagem poética dados da
realidade.
D. Pela forma como expressa a realidade subjetiva de sua
autora.
E. Pelo uso de figuras de estilo que são exclusivas do
texto literário

27-Prezado Senhor,
Somos alunos do Colégio Tomé de Souza e temos
interesse em assuntos relacionados a aspectos históricos
de nosso país, principalmente os relacionados ao cotidiano
de nossa História, como era o dia a dia das pessoas, como
eram as escolas, a relação entre pais e filhos etc.
Vínhamos acompanhando regularmente os suplementos
publicados por esse importante jornal. Mas agora não
encontramos mais os artigos tão interessantes. Por isso,
resolvemos escrever-lhe e solicitar mais matérias a
respeito.
 O tema de interesse dos alunos é
(A) cotidiano.
(B) escola.
(C) História do Brasil.
(D) relação entre pais e filhos
Ao responder corretamente a questão acima, o aluno
demonstrou que atingiu a competência de:
A. Dominar as normas relativas à redação oficial.
B. Localizar informações explícitas num texto.
C. Ser capaz de identificar o tema de um texto pelo. seu
título.
D. Descobrir o sentido de uma expressão.
E. Identificar o tema do texto.

28-Para trabalhar o descritor acima com os alunos o professor
deverá entre outras estratégias:
A. Ler textos de diferentes gêneros e conversar sobre seus
sentidos.
B. Ler apenas textos informativos e exercitar a
localização de informações após as leituras.
C. Trabalhar as questões anteriores da prova Brasil e
identificar os textos mais recorrentes.
D. Propor exercícios em que se explique denotativamente
o sentido das palavras ou expressões.
E. Identificar a relação de um texto com as regras da
redação oficial.

29-A competência a ser verificada na questão acima pode ser
adquirida pelo aluno quando o professor trabalha:
A. Apenas textos em que as informações estejam
explícitas.
B. Textos em que o tema está explícito ou não.
C. Textos que insiram expressões e definam seu contexto.
D. Com artigos de opinião e editoriais de jornais e
revistas.
E. Textos que venham com informações importantes em
destaque.

30.As Amazônias
Esse tapete de florestas com rios azuis que os
astronautas viram é a Amazônia. Ela cobre mais da
metade do território brasileiro. Quem viaja pela
região não cansa de admirar as belezas da maior
floresta tropical do mundo. No início era assim: água
e céu. É mata que não tem mais fim. Mata contínua,
com árvores muito altas,

cortada pelo Amazonas, o maior rio do planeta. São
mais de mil rios desaguando no Amazonas. É água
que não acaba mais.
 SALDANHA, P. As Amazônias. Rio de Janeiro:
Ediouro, 1995.
2. O texto trata
(A) da importância econômica do rio Amazonas.
(B) das características da região Amazônica.
(C) de um roteiro turístico da região do Amazonas.
(D) do levantamento da vegetação amazônica.
A questão utilizada, verifica a capacidade do aluno de:
A. Distinguir a opinião do autor acerca de um fato.
B. Identificar o significado de uma palavra pelo contexto.
C. Identificar o tema de um texto.
D. Inferir o significado de uma expressão.
E. Identificar uma informação específica no texto.


31-‗Trata-se de um conectivo explicativo, introdutor de um fato
que serve de argumento para uma opinião ou tese. ‘
Qual das alternativas a seguir contém o conectivo com tal
definição?
A. ―a solidariedade humana, mais do que nenhuma outra
coisa, interessa o destino da humanidade‖.
B. ―No entanto, não deixemos que os preconceitos turvem
a nossa visão: em um país que só reverencia a casagrande,
os dois mulatos simbolizam em suas raízes a
ironia maior da jovem nação, cuja cultura mais refinada
nasce sob o signo da miscigenação.
C. ―Porque aí, em São Paulo, e em Campinas também, há
sociedades de homens de cor? Hão de ter surgido
devido a algum impulso do meio, tanto que no resto do
Brasil não as há‖.
D. “Quinze namorados! Quinze! De que lhe serviram? Um
levara-lhe beijos, outro abraços, outro uma e outra
cousa; e sempre esperando casar-se, isto é, libertar-se,
ela ia languidamente, passivamente deixando‖
E. ―Viu que os dois acabam de beijar-se. A vista se lhe
turvou;quis arrombar a porta, mas logo lhe veio a idéia
do escândalo…

32.é publicada geralmente em jornais ou
revistas;
• relata de forma artística e pessoal
fatos colhidos no noticiário
jornalístico e no cotidiano;
consiste em um texto curto e leve, que
tem por objetivo divertir e/ou fazer
refletir criticamente sobre a vida e os
comportamentos humanos;
• pode apresentar elementos básicos
da narrativa - fatos, tempo, personagens e
lugar - com tempo e espaço não limitados;
( Revista Nova Escola)
O professor de língua portuguesa apresentou os tópicos acima e
os definiu corretamente como características:
A. Do artigo de opinião.
B. Do conto.
C. Da novela.
D. Da peça teatral.
E. Da crônica.

33-―Ao reescrever a versão pessoal de uma história conhecida
ou com alterações solicitadas pelo professor, como a mudança
de cenário, de tempo ou de narrador, o aluno pode realizar um
grande esforço criativo para conseguir reconstruir a mesma
história e não perder a coerência. Esse processo, baseado em
diferentes maneiras de reescrever um texto-fonte, é parte
integrante do percurso de autoria, que pode ser construída com
muita prática e reflexão.‖ (Revista Nova Escola)
A. A reescrita é apoiada pela autora e seu texto contém
várias ressalvas a essa prática pedagógica.
B. Pode-se afirmar que a autora acredita que a reescrita
corresponde ao momento de análise do que foi escrito,
para aquele que escreve confirmar se os objetivos
foram cumpridos.
C. A reescrita é relativamente fácil, pois envolve grande
esforço criativo por parte do professor que vai orientar
o trabalho.
D. A reescrita é o momento final do trabalho. O aluno
deve observar se a versão pessoal da história tem
alterações e deve ser observada nessa etapa, isto é,
reescrever tentando evitar muito aperfeiçoamento.
E. O texto-fonte é aquela primeira reescrita feita pelo
aluno, sem poder de maneira alguma fugir à orientação
do professor

Texto
A produção de textos em sala de aula ganhou papel relevante
quando se trocou a redação, produção realizada pelo aluno
(normalmente com tema proposto pelo professor), por produção
de textos no ambiente escolar.
Assim, é necessário ter o professor como mediador dessa
capacidade e a escola como lugar desse saber recupere no aluno
a capacidade de criação textual, a habilidade de produção, visto
que é na escola que se processa essa competência do aluno. O
professor deve fazer das aulas de produção de texto uma
maneira de inserir o aluno ao mundo da escrita, da produção
textual, entendendo que é na escola que o aluno mantém
contato com outros textos.
Partindo da capacidade do homem de inserir-se na leitura,
escrita e de criação textual, é necessário considerar a escola
como um lugar de inserção do sujeito nesse meio, já que o
acesso à escrita se dá na escola e para tal cabe-lhe a função.
(Revista Língua Portuguesa)

34- Segundo o texto:
A. Ao se mudar a nomenclatura, toda a visão anterior
que se tinha sobre a produção de texto em sala mudou
por si só.
B. O professor não mais será um propositor de temas de
redação, mas alguém que propiciará ao aluno interação
e diálogo com outros textos.
C. O professor deve ser um mediador responsável pela
nítida separação que deve haver entre leitura e escrita
de textos em sala de aula.
D. A escola pode ser participante no contexto da
formação do leitor, mas isso dependerá
exclusivamente do que o aluno já leu e gostou
anteriormente.
E. O papel de formar o leitor é unicamente da escola não
importanto a bagagem que ele trouxe anteriormente. É
papel do professor apresentá-lo ao mundo da leitura.

35- Tão longe, tão perto
Para não errar mais no emprego dos pronomes
demonstrativos.
Por Sérgio Simka
Atire o primeiro livro de gramática quem nunca teve dúvida em
utilizar este/esse numa frase, como a que segue: ―Este trabalho
visa a elucidar a importância da problemática causada pela
presença...‖ Ao contrário do que muitos pensam, o emprego dos
pronomes demonstrativos este, esse, aquele obedece a algumas
diretrizes que o bom redator precisa conhecer para que seu
texto transmita efi cientemente a mensagem. (Revista Língua
Portuguesa)
Ao final desse artigo, o autor elaborou um quadro
demonstrativo do uso correto dos pronomes no discurso. 
Qual dos pares de frases a seguir poderia ser utilizado em sala
de aula pelo professor como introdução para o correto uso dos
demonstrativos?
A. ‗Grave esse lembrete: para escrever é necessário ler
bem.‘
O livro ensina como escrever bem. É neste capítulo
que se discutem as estratégias.
B. ‗Isto é o que o professor diz sempre: ler é
fundamental. ‘
‗Disse-lhe que havia tirado zero. Isso a deixou triste.‘
C. ‗Este último mês passei na França.‘
 O eminente mestre vai estar na cidade estes dias.‘
D. ‗Esse século é o da informação.‘
 ‗Casam esse ano.‘
E. ‗Pedro e Paulo são irmãos; este,porém,é mais
simpático que esse.‘
 ‗Pedro e Paulo são irmãos; aquele, porém, é mais
simpático que este.‘


36- ―É comum escutarmos hoje, nos cursos de formação de
professores de língua materna, que nossos antigos mestres
ficaram, por muito tempo, presos ao ensino metalinguístico do
português. Porém, há duas décadas e meia, a reflexão
linguística como forma de interação social está sendo usada nas
escolas para substituir aquele tipo de ensino, tendo como
propósito fazer com que os alunos se apropriem não só das
estruturas gramaticais, mas também percebam e entendam a
vastidão de gêneros textuais que os circundam e saibam usá-los
competentemente.‖ (Iran Ferreira de Melo)
Podemos citar como textos introduzidos em sala de aula a partir
dessa nova perspectiva, exceto:
A. Os classificados de jornal
B. As charges
C. As placas com incorreções gramaticais.
D. Textos literários
E. Poemas concretos


37-
―1) Adjetivo ou pronome modificando apenas um
substantivo
O princípio básico é claro: as palavras que modificam o
substantivo - adjetivos, pronomes, numerais, artigos - devem
concordar em número e gênero com esse substantivo.‖
(Professor Pasquale)
Os exemplos abaixo foram retirados do livro do professor
Pasquale Cipro Neto. Abaixo estão exemplos retirados desse
mesmo livro. Qual deles foi alterado para conter erro de
concordância?
A. Seus pés estão gelados!
B. Há razões bastante para denunciá-lo.
C. Minha lapiseira é amarela.
D. Nossos filhos cresceram saudáveis.
E. Que belo nariz e boca!

38-―... conhecer regência verbal, por exemplo, é
poder refletir se determinado verbo necessita ou não de
complementos, o que resulta em escolhas de preposições
relacionadas a este complemento. Há verbos que, de acordo
com a mudança de sua transitividade, apresentam mudança
de significado. O conhecimento das diferentes regências
desses verbos é um recurso linguístico que não só permite a
correta interpretação de textos, como também oferece
possibilidades expressivas ao falante/escritor.”
(http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=155
09)
Está correta quanto às regras de regência verbal apenas:
A. ‗...lembra-se de traduzir, em um hino de sua lira, uma
dor que o consome ou um desânimo que o abate‘
B. ‗— Pois sim, vou. Agradeço a vocês o cuidado que
tomaram por mim. ‘
C. ‗Teófilo chamava-se à nosso poeta.‘
D. ‗— Vim dizer-te para que mais depressa esquecesses
aquela mulher.‘
E. ‗— Prefiro a verdade, cruel embora, à dúvida, disse
ele.‘
Texto
"O trabalho com a oralidade pode, ainda, ressaltar a
contribuição da fala na formação cultural e na preservação de
tradições não escritas que persistem mesmo em culturas em que
a escrita já entrou de forma decisiva. Veja-se o caso tão
ilustrativo dos contos populares ainda tão vivos em nosso povo
não só no interior, mas também em áreas urbanas. Dedicar-se
ao estudo da fala é também uma oportunidade singular para
esclarecer aspectos relativos ao preconceito e à discriminação
linguística, bem como suas formas de disseminação. Além
disso, é uma atividade relevante para analisar em que sentido a
língua é um mecanismo de controle social e reprodução de
esquemas de dominação e poder implícitos em usos linguísticos
na vida diária, tendo em vista suas íntimas, complexas e
comprovadas relações com as estruturas sociais." (Marcuschi)


39-Qual o único trecho dos Parâmetros curriculares nacionais
que, retirado do contexto, não coaduna com o a idéia central do
texto acima?
A. ‗...há muitos preconceitos decorrentes do valor social
relativo que é atribuído aos diferentes modos de
falar...‘
B. ‗é muito comum se considerarem as variedades
lingüísticas de menor prestígio como inferiores ou
erradas.‘
C. ‗O problema do preconceito disseminado na sociedade
em relação às falas dialetais deve ser enfrentado, na
escola, como parte do objetivo educacional mais
amplo de educação para o respeito à diferença.‘
D. ‗a escola precisa livrar-se de alguns mitos: o de que
existe uma única forma ‗certa‘ de falar – a que se
parece com a escrita‘
E. ‗a escrita é o espelho da fala – e, sendo assim, seria
preciso ‗consertar‘ a fala do aluno para evitar que ele
escreva errado.‘


40-O autor aponta um possível ponto de partida para o
professor abordar em sala de aula o tema em questão. Qual é
ele?
A. O conto popular.
B. A discriminação linguística.
C. Dedicar-se ao estudo da fala.
D. Disseminação da discriminação linguística.
E. As estruturas sociais.







Por muito tempo nas diversas sociedades alguns grupos foram negligenciados e mesmo perseguidos em seus direitos, entretanto a Declaração Universal dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas em 1948 já instituía um processo de mudanças para proteger essas populações e garantir seus direitos fundamentais, sendo um acordo assinado por vários países.
De acordo com Bulos (s.d. apud ABREU, 2010) os direitos humanos além de fundamentais são inatos, absolutos, invioláveis, intransferíveis, irrenunciáveis e imprescritíveis, porque participam de um contexto histórico, perfeitamente delimitado. Esses direitos não surgiram arbitrariamente, mas são resultado da necessidade de igualdade para as minorias étnico-raciais.
No Brasil os direitos fundamentais estão no Título II da Constituição de 1988 e o constituinte considerou ilegítima qualquer tentativa de abolir esses direitos.
São titulares dos direitos fundamentais:
a) brasileiros natos;
b) brasileiros naturalizados;
c) estrangeiros residentes no Brasil;
d) estrangeiros em trânsito pelo território nacional;
e) qualquer pessoa que seja alcançada pela lei brasileira (pelo ordenamento jurídico brasileiro)
O artigo retoma a trajetória histórica dos direitos humanos como o código Hamurabi, primeiro que se têm notícias, defendia a vida e o direito de propriedade, e contemplava a honra, a dignidade, a família e a supremacia das leis em relação aos governantes.
Entre muitos documentos históricos sobre o tema, um dos mais importantes é a Magna Charta Libertatum, assinada na Inglaterra, em 1215, pelo Rei João Sem-Terra, mas essa era voltada apenas para barões feudais. Assim, na verdade, a primeira constituição seria a Bill of Rights (Inglaterra, 1688/1689), que instituía direitos para todos os cidadãos, e não apenas uma classe deles.
Para Bonavides (2007) a Revolução Francesa fora a grande precursora dos direitos fundamentais, pois pregava os princípios universais do lema “liberdade, igualdade e fraternidade”.
Há três grupos de direito que se destacam: os direitos de defesa (direitos de liberdade), os direitos a prestações (direitos cívicos) e os direitos de participação (observe que o status subjectionis identifica deveres do indivíduo).
Os Direitos Fundamentais visam assegurar a todos uma existência digna, livre e igual, criando condições à plena realização das potencialidades do ser humano (BIANCO, 2006).
O material é muito explicativo sobre os Direitos humanos no Brasil, tema de suma importância, ainda mais nos correntes dias, pois grande parte da população critica a existência desses direitos, como se fosse possível questionar direitos fundamentais para proteger e dar segurança a todos os cidadãos. O que a massa da população precisa entender é que os Direitos Humanos também existem para enfrentar e combater a criminalidade.
Deixando esclarecido que a questão da segurança pública é muito complexa e as instituições responsáveis precisam de empenho para garantir esse direito à população.
Atualmente ainda encontram-se muitos conflitos como as violações de direitos humanos no campo dos direitos civis e políticos e também na esfera dos direitos econômicos, sociais, culturais e ambientais. A desigualdade gerada pela má distribuição das riquezas também é um fato alarmante, enquanto poucos acumulam riquezas, muitos vivem em situação de miséria.  Percebe-se que faltam medidas drásticas para que as leis sejam concretizadas.
Portanto, por todos esses conflitos e necessidades de proteção às minorias é cada vez mais importante e necessária a Educação em Direitos Humanos. Trata-se de um desafio primordial para todos os países e suas populações estarem em um esforço conjunto para educar e concretizar os direitos fundamentais. Ainda há muito a ser feito para alcançar um estado de mais igualdade e qualidade de vida para todos, independente de raça, nacionalidade, etnia, gênero, classe social, região, cultura, religião, orientação sexual, identidade de gênero, geração e deficiência.

(Resumo feito por Daniele Cristina da Silva para o curso de Pedagogia no Instituto Prominas)


EDITAL LANÇADO!!

Edital para o Concurso da SEDUC-CE para o cargo de PROFESSOR DO ESTADO.

BANCA: CEV/UECE
INSCRIÇÕES: 06 de Agosto a 04 de Setembro
INSCRIÇÕES NO SITE: uece.br/cev
PROVA: A definir
TAXA DE INSCRIÇÃO: R$ 90,00
CARGA HORÁRIA: 20 ou 40 horas semanais

SALÁRIO
20 Horas por Semana: R$ 1.794,12
40 Horas por Semana: R$ 3.588,27

VAGAS
Arte-Educação: 50 vagas
Biologia: 250 vagas
Educação Física: 100 vagas
Filosofia: 120 vagas
Física: 250 vagas
Geografia: 250 vagas
História: 250 vagas
Lingua dos Sinais - Libras: 10 vagas
Língua Espanhola: 95 vagas
Língua Inglesa: 100 vagas
Língua Portuguesa: 305
Matemática: 400 vagas
Química: 200 vagas
Sociologia: 120 vagas


Atividades para o Ensino Médio
Interpretação de texto

Conto A tecelã de Marina Colassanti

Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo
hora a hora, em longo tapete que nunca acabava.
Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios
cinzentos do algodão mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que
em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela.
Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava
a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.
Assim, jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e
para trás, a moça passava os seus dias.
Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidado de escamas. E eis que o peixe
estava na mesa, pronto para ser comido. Se sede vinha, suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete. E à
noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranquila.
Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.
Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou em
como seria bom ter um marido ao lado.
Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a en-
tremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu
emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o
último fio da ponto dos sapatos, quando bateram à porta.
Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando em sua
vida. Aquela noite, deitada no ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda
mais a sua felicidade.
E feliz foi, durante algum tempo.
Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque tinha descoberto o poder do tear,
em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.
 — Uma casa melhor é necessária — disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu
que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes e pressa para a casa acontecer.
 Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente.— Para que ter casa, se podemos ter palácio? — per-
guntou. Sem querer resposta imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata.
Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e poços.
A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para ar-
rematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.
 Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto
quarto da mais alta torre.
 — É para que ninguém saiba do tapete — ele disse. E antes de trancar a porta à chave, advertiu: — Faltam
as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos!
 Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas,
as salas de criados. Tecer era tudo que fazia. Tecer era tudo que queria fazer.
 E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos
os seus tesouros. E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo. Só esperou anoitecer.
Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça, para não fazer barulho,
subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.
 Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e jogando-a veloz
de um lado para o outro, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os
jardins. Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E novamente se viu na sua
casa pequena e sorriu para o jardim além da janela.
 A noite acabava quando o marido, estranhando a cama dura, acordou, e, espantado, olhou em volta.
Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo,
sumindo as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe pelo corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu.
 Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre
os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte.


Sequência Didática