Eu sempre leio John Green porque todo mundo está falando de um livro novo e acabo me rendendo, mas eu nunca me arrependo. Especialmente porque eu não preciso de nada para ler os livros dele, alguns livros pedem certo estado de espírito, ou silêncio, ou o local adequado, isolamento do convívio social. Talvez só eu me sinta assim, mas abandonei dois livros essa semana porque eu não estava no estado de espírito para ler, estou me sentindo ansiosa e tudo me leva a pensar que estou perdendo tempo e deveria estar fazendo outra coisa porque tenho dois aulões e um simulado para planejar, fora as dez aulas diárias normais e um extra que arrumei para os fins de semana.
Então eu precisava de um livro que me levasse por aí sem pensar muito na minha vida e logo com uma personagem tão mentalmente instável quanto eu, ouso dizer. Aza Holmes é uma estudante complexada com micróbios, bactérias e infecções, ela é a melhor amiga Dayse se envolvem na investigação do desaparecimento de um bilionário procurado pela polícia que coincidentemente é pai de um velho amigo de infância por quem ela tem uma atração. 
Tudo ligadinha assim, como numa história do Dickens, as meninas querem encontrar o pai de Davis para ganhar uma recompensa, mas se o cara aparecer morto Davis e o irmão ficam quase pobres porque o pai deixou tudo para um animal de estimação, que é a esperança dele para a cura da velhice e da morte porque esse animal chega aos 150 anos.
Como sempre John Green mergulha em um personagem complexo, dessa vez é a ansiedade um transtorno marcante da protagonista, Aza Holmes vive perturbada por pensamentos intrusivos que a impedem de ser quem ela acha que poderia ser ou agir como pensa que agiria alguém independente. Aza Holmes tem muitas dificuldades de se envolver com alguém, mesmo sabendo que ama Davis, pois os pensamentos intrusivos a fazem lutar contra o contato com ele por medo de possíveis contágios.
Eu sei que esse livro está fazendo muito sucesso, então aposto que John Green acertou o momento, pois as pessoas estão mais abertas a falar sobre transtornos mentais e assumir que sofrem do problema. Muitos devem se identificar em algum nível com Aza e torcer muito por ela. O escritor ainda nos dá o trabalho extra de torcer para que o final seja o que imaginamos. 

Por favor, John Green, diz que sim, que Tartarugas até lá embaixo termina como imaginamos, afinal uma pessoa só diz até logo quando quer ver a outra pessoa novamente e é isso que deve ter acontecido com eles.



Deixe um comentário

Obrigada por visitar meu espaço. Fico muito feliz com comentários, mas apenas sobre a postagem. Opiniões, elogios e críticas construtivas são bem-vindos.
Para outros assuntos, use o formulário de contato.