Será que se fizermos um balanço da vida a maioria de momentos será de felicidade ou escuridão? Algo me diz que para quase todas as pessoas a resposta é a escuridão, mortes, doenças, miséria, empregos deprimentes, crises existenciais. No meio de tudo isso, os momentos realmente felizes são uma trégua na guerra que é a vida.
Assim também pensa o personagem Martín Santomé narrador do livro A trégua, em uma espécie de diário o senhor de 49 anos, prestes a se aposentar fala de sua viuvez precoce, que o deixou com dois filhos homens, Esteban e Jaime, e uma moça, Blanca. Ele conta os dias até a sua aposentadoria quando poderá desfrutar o ócio.
Sua vida monótona no escritório é aos poucos quebrada quando da chegada de uma nova funcionária sob suas ordens.
Avellaneda é uma jovem de 24 anos, quase a idade de Blanca, descrita como uma moça séria, recém terminando um noivado, os dois têm um interesse mútuo, apesar da grande diferença de idade.
O narrador não tem uma forte ligação com os filhos, apesar de tê-los criado sozinho, admite que pode não ter sido tão afetuoso como uma mãe ou como outros pais. Não tem grandes ambições no trabalho, só lhe interessa os dias de sossego que virão com a aposentadoria.
Avellaneda significa os dias de trégua em sua vida, mesmo que lhe venha o medo de que a situação seja ridícula, de que ela passe a se interessar por outro quando ele já estiver muito velha e ela ainda muito nova.
É um personagem realmente medíocre sem grandes encantos, sem grande empatia, mas sua humanidade é de certa forma cativante como alguém que já está cansado das frivolidades da vida.
Esse é meu primeiro livro de Mario Benedetti  e fiquei muito bem impressionada com sua escrita, um livro para leitores maduros e que não esperam grandes aventuras e enredo muito movimentado.













No livro O ódio que você semeia, Star é uma adolescente negra de origem pobre, mas que estuda em uma escola para pessoas brancas e ricas. Ela vive se equilibrando para circular nos dois mundos sendo duas pessoas diferentes em cada lugar. Apesar de se passar nos Estados Unidos em lugares como guetos, subúrbios, os acontecimentos não são tão diferentes do que ocorre no Brasil.
Star passa por um trauma muito grande ao perder uma amiga para a violência ainda na infância, mas isso é só o começo. O pai dela trabalhava para uma gangue e passou um tempo preso no lugar de outra pessoa quando quis sair dessa vida, ele tem um mercado no gueto onde moram e faz tudo para manter os filhos longe da violência e das drogas.
Quando ela tinha 12 anos seu pai lhe passou uma lista de comportamentos para agir em caso de ser abordada pela polícia, como se mover, como responder, tudo para evitar conflito e ser confundida com bandido. Infelizmente seu amigo de infância Khalil  não aprendeu as mesmas regras.
Star sai de uma festa com Khalil dirigindo e ele é parado pela polícia, ela logo lembra das regras ensinadas pelo pai, mas Khalil pergunta por qual motivo foi parado sem estar fazendo nada errado, o policial o manda sair do carro e o revista várias vezes. Em um instante em que o policial de vira, Khalil se move para perguntar se Star está bem e nesse momento, o policial atira nele. Star vê seu amigo sendo assassinado na sua frente e depois tem uma arma apontada para si como se representasse algum perigo para o policial armado.
Todos sabem que isso acontece principalmente com negros, a policial tem uma enorme capacidade de confundir negros com bandidos, de desconfiar da ação e movimentos de negros.
Star no princípio tem medo de falar, de se manifestar, ela tem amigas ricas e brancas na escola, ela tem um namorado branco,pessoas que não conhecem a Star do gueto, o líder de uma gangue com a qual Khalil estava se envolvendo também é uma ameaça para ela.
Ela é só uma menina de 16 anos, mas com muitas experiências difíceis, que tem que escolher entre se preservar ou colocar a boca no mundo para denunciar a injustiça cometida pelo policial, mostrar que Khalil não era um bandido e mesmo se fosse, não poderia ser assassinado pelas costas sem direito a julgamento.
A narrativa é forte e muitas vezes arrasadora, mas também é um grito de luta e manifestação de que as vidas negras importam. Star mostrar que os negros devem se unir e protestar sem depredar e denunciar
Além de necessário, o livro é emocionante e tem personagens cativantes, um dos melhores que li durante esse ano.


O ódio que você semeia
Autora: Angie Thomas
Tradutora: Regiane Winarski
Editora: Galera Record
Ano desta edição: 2017
378 páginas







Nome:
Série:

Atividade de Língua Portuguesa

1.O verbo indicado entre parênteses adotará corretamente uma forma de plural ao preencher a lacuna das seguintes frases:
O verbo indicado entre parênteses adotará corretamente uma forma de plural ao preencher a lacuna da seguinte frase:
A) Eles não ... (haver) conseguido adiar a viagem.
B) Apenas o mais moço dos irmãos ... (obter) o passaporte.
C) Olhe só a chuva que ... (anunciar-se) nas nuvens!
D) Doenças, imprevistos, acidentes, ...(aparecer) tudo
ao mesmo tempo!
E) Os jornais onde ...(sair) a notícia não merecem crédito.

2. Identifique a alternativa que completa corretamente a frase:

Ele confirmou que nos ouvirá com prazer, mesmo que ____________ problemas que __________ considerados _______________.

(A) surja - sejam - incontornáveis.
(B) surjam - sejam - incontornáveis.
(C) surja - seja - incontornável.
(D) surjam - sejam - incontornável.
(E) surja - sejam - incontornável.

3. Não chove ... meses; mas a esperança e o vigor que sempre .... no sertanejo não o ... .

a)faz, existiu, abandonou
b)faz, existiram, abandonaram
c)fazem, existiu, abandonou
d)fazem, existiram, abandonaram
e)fazem, existiu, abandonaram

4. Como _______ meses que a produção estava parada, não______ peças______ para atender a clientela.

a) Faziam – haviam – suficientes
b) Fazia – havia – suficiente
c) Faziam – havia – suficiente
d) Fazia – havia – suficientes
e) Fazia – haviam – suficientes

5. 

De acordo com o último quadrinho desse texto, o menino
achou ruim o chá. B) piorou do resfriado. C) sentiu um calafrio. D) tomou todo o chá.

6. Leia o texto abaixo.
 O tempo não apaga
Há alguns anos, quase todo dia de manhã, quando eu abria o portão para ir ao trabalho, via um garotinho sorridente que passava por mim, a caminho da escola, e eu correspondia o sorriso sem palavras. Certo dia muito frio, percebi que ele estava de tênis, mas sem meias, apenas com uma calça curta e uma blusinha de uniforme. Perguntei se poderia lhe dar algumas roupas dos meus filhos, e ele, todo feliz, disse que precisava apenas de meias, mas que seu irmão precisava do restante. Combinei que no dia seguinte, quando ele passasse, lhe entregaria o material. Juntei todas as meias que pude, de todos os tamanhos e cores e dito e feito: com um “muito obrigado, senhora”, ele se foi. De vez em quando, ainda o via, mas com o passar do tempo não o vi mais... Até que certo dia a campainha soou e fui atender. Era um rapaz alto, mas aquele sorriso era o mesmo, me agradecendo mais uma vez pelas “meias” e, com um cesto de verduras verdinhas, me fez chorar... Ele me contou que as meias duraram muitos anos e em momento algum esqueceu o meu gesto. Às vezes, uma atitude tão simples faz toda a diferença na vida de alguém.
Seleções. Jan. 2011. p. 60. (P070350C2_SUP)

No final desse texto, o rapaz demonstrou ser
A)agradecido. B) debochado.
C) divertido. D) orgulhoso.

7. Leia o texto abaixo.
Joãozinho e os pronomes
Na escola: – Joãozinho!
– Sim, professora!
 – Por favor, diga-me dois pronomes.
 – Quem, eu?
– Muito bem, garoto!
Disponível em: . Acesso em: 3 dez. 2015. (P091384H6_SUP) (P091384H6)
O humor desse texto está
 A) na forma como o Joãozinho atende a professora.
 B) na maneira como a professora faz o pedido ao Joãozinho.
 C) no fato de Joãozinho responder corretamente sem intenção.
D) no jeito como a professora faz um elogio ao Joãozinho.

8. Leia o texto abaixo.
 Quando eu chegar ao Céu!
 Quando eu chegar ao Céu, de manhã, de tarde ou de noite, não sei ainda, pedirei para ir à biblioteca, onde curiosamente bisbilhotarei – com respeito – algumas obras. Quero reler a Invenção de Orfeu, de nosso Jorge de Lima, sofredor, telúrico1 e místico, homem bom, cirenaico2 , assim lhe chamou Rachel de Queiróz, quando ele morreu, novembro, 15, do ano de 1953.
 E pedirei, sim, para conversar com Manu, Manuel Bandeira, que se chamava Neném. Matarei saudades do dentuço Manuel, que foi o melhor ser humano que conheci, neste mundo. E gostaria de conhecer Chiquita do Rio Negro, que recusou casar-se com Ataulfo Nápoles de Paiva, conviva do baile da Ilha Fiscal. Escrevi sobre Chiquita. Li a sua biografia, escrita por Garrigou-Lagrange.
 Meu Deus, convocaria Jaime Ovalle, o tio Nhonhô, que morreu com a idade de Jorge de Lima. Ali, na biblioteca do Céu, conheceria o estupendo Ovalle, o do Azulão [...], o amigo de Manuel, íntimo de Londres e de Nova York.
Por fim, suplicaria para falar com João Guimarães Rosa, poliglota, com quem tão poucas vezes falei. E evocaria a posse do seu sucessor, na Casa de Machado. Esqueci-me completamente dessa posse, ai de mim.
E fui. Lá estava eu, 1968. Um ano depois da morte de Rosa. Mário Palmério falou sobre ele, como seu herdeiro. E gostei tanto do discurso, equilibrado, lúcido, original. Se me lembro. Foi procurar cartas íntimas de Rosa para grande amigo, médico e fazendeiro em Minas, Moreira Barbosa. Cartas de outrora. Deliciosas, fraternais, confiantes, de pura entrega. Reveladoras do ser complexíssimo, fechado, carente, que gostava de disfarçar, despistar, ir e vir, comensal3 do mistério. Saudarei a uns e outros na largueza dadivosa do Céu, turbilhão de amor, como dizia o insaciável Léon Bloy.
 *Vocabulário: 1 Telúrico: relativo ao que pertence à Terra. 2 Cirenaico: relativo aos que entendem o prazer como fim principal da vida. 3 Comensal: alimentado de; nutrido de.
VILLAÇA, Antônio Carlos. Disponível em: . Acesso em: 26 maio 2011. Fragmento. (P090373C2_SUP)

De acordo com esse texto, o amigo de Manuel, íntimo de Londres e de Nova York, era
A) Jorge de Lima.
 B) Ataulfo Nápoles.
C) Jaime Ovalle.
 D) Moreira Barbosa

9.
No segundo quadrinho desse texto, no trecho “Mas para abrir um negócio é preciso planejamento, capital, visão empresarial e um monte de...”, as reticências foram usadas para
 A) apresentar a continuação da fala do pai.
 B) indicar que o pai ficou desconfia do.
C) marcar que o pai foi interrompido.
D) mostrar a dúvida do pai sobre a pergunta.


10. Leia o texto abaixo.
 Mila
 Era pouco maior do que minha mão: por isso eu precisei das duas para segurá-la, 13 anos atrás. E, como eu não tinha muito jeito, encostei-a ao peito para que ela não caísse, simples apoio nessa primeira vez. Gostei desse calor e acredito que ela também. Dias depois, quando abriu os olhinhos, olhou-me fundamente: escolheu-me para dono. Pior: me aceitou.
 Foram 13 anos de chamego e encanto. Dormimos muitas noites juntos, a patinha dela em cima do meu ombro. Tinha medo de vento. O que fazer contra o vento?
Amá-la – foi a resposta e também acredito que ela entendeu isso. Formamos, ela e eu, uma dupla dinâmica contra as ciladas que se armam. E também contra aqueles que não aceitam os que se amam. Quando meu pai morreu, ela se chegou, solidária, encostou sua cabeça em meus joelhos, não exigiu a minha festa, não queria disputar espaço, ser maior do que a minha tristeza.
Tendo-a ao meu lado, eu perdi o medo do mundo e do vento. E ela teve uma ninhada de nove filhotes, escolhi uma de suas filhinhas e nossa dupla ficou mais dupla porque passamos a ser três. E passeávamos pela Lagoa. [...] Era uma lady, uma rainha de Sabá numa liteira inundada de sol e transportada por súditos imaginários.
No sábado, olhando-me nos olhos, com seus olhinhos cor de mel, bonita como nunca, mais que amada de todas, deixou que eu a beijasse chorando. Talvez ela tenha compreendido. Bem maior do que minha mão, bem maior do que o meu peito, levei-a até o fim.
Eu me considerava um profissional decente. Até semana passada, houvesse o que houvesse, procurava cumprir o dever dentro de minhas limitações. Não foi possível chegar ao gabinete onde, quietinha, deitada a meus pés, esperava que eu acabasse a crônica para ficar com ela.
Até o último momento, olhou para mim, me escolhendo e me aceitando. Levei-a, em meus braços, apoiada em meu peito. Apertei-a com força, sabendo que ela seria maior do que a saudade.

CONY, Carlos Heitor. In: SANTOS, Joaquim Ferreira dos. (Org.) As cem melhores crônicas do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007. p. 271-272. Fragmento. (P090222F5_SUP)

No primeiro parágrafo desse texto, o narrador
 A) conhece o pensamento dos personagens.
 B) conta um fato observado por ele.
C) faz intromissões na história.
D) participa dos fatos narrados


Atividade de Interpretação de texto para o 9º ano. Principal descritor abordado: Localizar informações explícitas no texto.



Escola:
Nome:
Série/Ano:
Prof: 


Atividade


Mais da metade dos brasileiros não tem diploma do ensino médio, aponta OCDE

O Brasil é um dos países com o maior número de pessoas sem diploma do ensino médio: mais da metade dos adultos (52%) com idade entre 25 e 64 anos não atingiram esse nível de formação, segundo o estudo Um Olhar sobre a Educação, divulgado nesta terça-feira pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
A organização, com sede em Paris, destaca que o menor nível de escolaridade tende a ser associado com a maior desigualdade de renda.No caso do Brasil, o país registra o segundo maior nível de desigualdade de renda entre os 46 países do estudo, ficando atrás apenas da Costa Rica.
O índice de pessoas que não cursaram o ensino médio no Brasil representa mais do que o dobro da média da OCDE. Na Costa Rica e no México, o percentual é ainda maior que o do Brasil: 60% e 62%, respectivamente, os mais elevados do estudo. Outros países latinoamericanos, contudo, têm melhor desempenho que o Brasil. Na Argentina, 39% dos adultos na faixa de 25 a 64 anos não concluíram o ensino médio, no Chile, o percentual é de 35% e, na Colômbia, de 46%.
O estudo abrange as 36 economias da OCDE, a maioria desenvolvidas, e dez países parceiros da organização, como África do Sul, Argentina, China, Colômbia, Índia, Rússia e Brasil.
Na maioria dos países da OCDE, a ampla maioria dos jovens adultos, com idade entre 25 e 34, tem pelo menos a qualificação do ensino médio. Em poucas décadas, o ensino médio passou de um veículo de ascensão social ao mínimo exigido para a vida em uma sociedade moderna", afirma o relatório.

Segundo a organização, os que deixam a escola antes de completar o ensino médio enfrentam não apenas dificuldades no mercado de trabalho, com menores salários, mas também têm competências cognitivas - memória, habilidades motoras, atenção, entre outras - bem inferiores aos das pessoas que possuem essa formação.

A organização também ressalta o número relativamente baixo de alunos com mais de 14 anos de idade inscritos em instituições de ensino no Brasil.

Apenas 69% daqueles entre 15 e 19 anos e somente 29% dos jovens de 20 a 24 anos estão matriculados, de acordo com a OCDE. A média nos países da organização é, respectivamente, de 85% e 42%.

(https://www.bbc.com/portuguese/brasil-45470956?ocid=socialflow_facebook)

1.      O que significa OCDE?
2.      Que estudo realizou a pesquisa mencionada no texto?
3.      Qual a principal informação do texto?
4.      O texto lido é:
a)      Informativo
b)      Literário
c)      Narrativo
d)      Dissertativo
e)      Descritivo
5.Que países latino-americanos apresentam melhor desempenho em formar no Ensino Médio do que o Brasil?  





No livro O Retrato, o principal personagem é Rodrigo Terra Cambará, um dos filhos de Licurgo e Alice. Logo no início da narrativa, acompanhando um Fofoqueiro da cidade, sabemos que Rodrigo foi um rapaz mulherengo mas muito querido pelos amigos, que fez parte importante da política na capital e muitos anos depois retornava muito doente do coração.
A narração volta para o tempo em que Rodrigo forma-se médico e volta para Santa Fé com ideias de ajudar as pessoas com sua vocação. Nessa altura muitos personagens dos livros anteriores já estão mortos, Bibiana, Alice, a filha de Alice enterrada no sótão durante o cerco é quase uma lenda. Rodrigo e Toríbio, os dois meninos nos dias do Cerco, crescem de forma diferente. Toríbio é descrito como bruto, gosta da vida no interior, anda descalço,  Rodrigo se torna mais sofisticado e amante das coisas da cidade, livros, roupas caras.
 Rodrigo tem intenção de conquistar a população de Santa Fé desfazendo sua fama de briguento e mulherengo para ser reconhecido como médico e homem sério, para isso pensa em se casar com Flora uma moça de boa família, atender os pobres de graça e ajudar a modernizar a cidade. Pouco tempo após seu retorno ele já se envolve em uma briga por motivos políticos. Um de seus muitos planos é fundar um jornal e desbancar a oposição.
No Angico, onde seu pai costuma passar os inícios de ano, ele 'desonra' uma moça de 16 anos e percebe a hipocrisia em homens que usam assim as moças pobres e valorizam a virgindade das moças brancas de família rica.
Tudo que eles repudiam nas mulheres 'desonradas', sem marido, e com filhos sem pai é o que eles próprios fazem com elas. Rodrigo não é diferente dos outros, tudo que ele quer é ser respeitado e tratado como se fosse superior a tudo isso.
 Ele abre o consultório e compra uma farmácia tudo com o dinheiro do pai. Ao mesmo tempo lança o Jornal A farpa para publicar suas críticas contra o governo, logo ele e sua família também são atacadas pelo jornal da situação. A briga parte para o plano físico e quase vira uma guerra com o sobrado novamente cercado. 
A principal intenção do jornal é mostrar para as pessoas que elas podem votar contra o governo sem medo, ao passo que Rodrigo fazia campanha para Rui Barbosa, seu inimigo Trindade estava com Hermes da Fonseca e a maioria da população não queria se arriscar indo contra a ordem estabelecida. Era uma época, não muito remota, onde havia voto de cabresto e até os Mortos votavam.
Durante as eleições um dos amigos da família Terra Cambará é morto por não permitir que um capanga de Trindade leve a urna da votação em um dos poucos lugares onde a oposição tinha maioria dos votos. A família, os Macedos, querem reagir, os Terra Cambará querem ajudar, mas o juiz os faz repensar para evitar mais mortes.
E assim termina o Primeiro Tomo.
Resumo de O retrato vol. 2 (Érico Verissímo)


"Depois que a gente lê certos livros, os horizontes do espírito se alargam."

"É sempre assim... A mesma casa, a mesma escada, o mesmo homem. Mas só porque esse homem ficou mais velho, conheceu outras terras e outras gentes, leu mais livros, a casa e a escada mudaram. E as pessoas da casa também mudaram."

"Vou a dizer-te um segredo, Cuca. O tempo é como um verme que nos está roendo despacito, porque é do lado de cá da sepultura que nosotros começamos a apodrecer. Não te iludas. Já estás metade podre, Cuca. Eu também."

"Todos somos cadáveres, eu, tu, o Calgembrino, o prefeito, o papa... Só as obras de arte é que estão vivas, e sempre estarão vivas.

"Por isso bebo. Os vivos não bebem álcool: bebem vida. 





Link para LDB comentada


LDB comentada + exercícios com referência aos artigos da lei!

Direcionamento e foco na disciplina que faz a diferença!

A LDB (lei de diretrizes e bases) é a lei que direciona a educação brasileira. Por este motivo, ela está sempre presente em concursos e processos seletivos da carreira educacional. Por este motivo você precisa direcionar a sua atenção para o estudo dessa disciplina. Não há candidato a vaga pública na carreira magistério que tenha chance de exercer o cargo sem que antes tenha dominado completamente as disposições dessa lei tão importante. 

Tendo isso em vista, nós (os pedagógicos) criamos um material no qual comentamos a lei dando ao estudante toda a estrutura necessária para conseguir construir conhecimento e estar apto a resolver questões de prova e aplicar a lei na rotina cotidiana.

Não sendo isso o suficiente, você tem acesso a 100 exercícios com referências à lei. Dessa forma você vai treinar e, em caso de dúvida, ter a orientação necessária para saná-la uma vez que, na correção da questão, você encontra orientação de onde, na lei, encontra-se ancorada o questionamento


Paulo Coelho merece todo o nosso reconhecimento por escrever de uma forma tão simples, mas conseguir chegar à alma de tantos leitores. Essa deve ser a fórmula do sucesso dele: cada livro nos faz desejar encontrar a verdadeira essência da existência que está muito longe da vida material que levamos. Em Hippie ele conta uma parte de sua vida encontrando com uma holandesa chamada Karla que planejava uma viagem para o Nepal.
Na narrativa dá para imaginar como era a vida dessas pessoas que podiam viver viajando em busca de lugares onde poderiam encontrar semelhantes, paz, amor, liberdade e iluminação espiritual. 
Ler Paulo Coelho me dá, mais uma vez, vontade de dar uma pausa na vida corrida, impossível de ser deixada para trás de vez, e dedicar um tempo a essa busca pela paz interior.

Quotes


"Simplifique, diziam todos. Simplifique e será mais feliz.”

"Queria que tudo mudasse, e era incapaz de mudar a si mesma."

 "O pior dos assassinatos é aquele que termina matando nossa alegria de viver."

“Os anos passam mais rápido do que você pensa, Wilma, e aconselho você a fazer o mesmo. Arrisque agora, quando ainda tem saúde e coragem."

 "nós não escolhemos o que acontece conosco, mas podemos escolher a maneira de reagir a isso."

"Que o Sublime Senhor nos dê 
Um arco-íris para cada tempestade
 Um sorriso para cada lágrima 
Uma bênção para cada dificuldade 
Um amigo para cada momento de solidão 
Uma resposta para cada prece"

 "Quem quer aprender magia deve começar olhando à sua volta."

"O poder está em todas as pequenas coisas que fazem parte do caminho de um homem; o mundo é uma sala de aula, o Amor Supremo sabe que você está vivo e vai lhe ensinar."


"Estes homens eram escuros e perigosos, vivos. Duvido que a morte os tenha melhorados. — Nisso estamos em desacordo, — disse Sor Hyle. — Estes são exatamente o tipo de pessoas que estão melhores com a morte. —"

"Cat não se importava com o trabalho. Quando seus músculos doíam de tanto carregar, ou suas costas ardiam pelo peso de um barril, dizia a si mesma que estava ficando mais forte."

"Estes tempos são para feras, refletiu Jaime, para leões, lobos e cães raivosos, para corvos e gralhas pretas."

"Palavras são como vento, Brienne falou para si mesma. Elas não podem te machucar. Deixe-as passarem por cima."


01-O Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos ao
tratar dos princípios norteadores para a educação básica aponta
que:
A. A educação deve ter a função de desenvolver uma
cultura de direitos humanos apenas na escola que é um
espaço de formação permanente.
B. A educação em direitos humanos deve ser um dos eixos
fundamentais da educação básica e permear o currículo,
a formação inicial e continuada dos profissionais da
educação.
C. A educação em direitos humanos deve ser uma
disciplina obrigatória do currículo da educação básica e
uma disciplina da proposta pedagógica dos cursos de
formação inicial e continuada dos profissionais da
educação.
D. A prática escolar deve ser orientada para a educação em
direitos humanos, assegurando o seu caráter obrigatório
nas aulas de Ensino Religioso.
E. A prática escolar deve assegurar a educação em direitos
humanos favorecendo situações de bullying.


02-A Escola Direito de Aprender fixou em cada sala de aula
uma caixa correio para que alunos e professores depositassem
(sem citar nomes) práticas de intimidação e/ou humilhação por
parte de alguém do contexto escolar ou nas redes sociais.
Mensalmente é escolhido um dia onde essas caixas são abertas
por algum professor da turma, independente da disciplina com
a qual trabalha, e realiza-se uma oficina denominada ―Nas
mãos que oferecem flores, fica sempre um perfume‖, onde se
procura discutir as situações apresentadas. Considerando as
diretrizes do Programa Nacional de Direitos Humanos a escola
está:
A. Saindo do foco da sua função que é ensinar os
conteúdos curriculares para a humanização dos sujeitos.
B. Executando sua função humanizadora, ao priorizar o
trabalho da oficina em detrimento dos conteúdos.
C. Desenvolvendo e estimulando ações de enfrentamento
ao bullying e ao cyberbullin.
D. Enfatizando práticas de bullying no contexto escolar.
E. Resgatando as aulas de Ensino Religioso revestidas de
uma nova finalidade.


03-A Lei 10.639 de 2003 incluiu no currículo oficial da Rede
de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura
Afro-Brasileira". Os conteúdos trabalhados na escola referentes
a essa temática serão trabalhados:
A. Nas séries iniciais em atividades artísticas, como
música e dança.
B. Em todo o currículo escolar, com destaque para as
áreas de História Brasileira, Literatura Brasileira e
Educação Artística.
C. De forma interdisciplinar, em especial nas áreas de
Linguagens e Códigos.
D. Em todas as áreas do conhecimento, principalmente
Ensino Religioso e Educação Artística.
E. No Ensino Médio, como atividade optativa e no Ensino
Fundamental como disciplina obrigatória.



04-Em cada época e sociedade a infância é vista pelo mundo
adulto de forma diferenciada, como um adulto em miniatura,
por exemplo, ou como um ser de plenos direitos e deveres. A
Lei 8069 de 1990 que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do
Adolescente considera criança:
A. Os que têm até 13 anos de idade.
B. Os maiores de 2 anos e menores de15 anos.
C. Os que têm até 12 anos incompletos.
D. Os que têm até 10 anos incompletos.
E. Os menores de 14 anos e maiores de 1 ano.


05-Comunicar ao Conselho Tutelar a reiteração de faltas
injustificadas e de evasão escolar no Ensino Fundamental é
responsabilidade, de acordo com o Estatuto da Criança e do
Adolescente:
A. Dos pais.
B. Do Conselho Escolar.
C. Dos professores.
D. Dos gestores.
E. Dos coordenadores pedagógicos.


06-A Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional - 9394/96
destaca entre os objetivos do Ensino Fundamental:
A. O desenvolvimento integral da criança em seus
aspectos físico, psicológico, intelectual e social,
complementando a ação da família e da comunidade
B. O desenvolvimento da capacidade de aprendizagem,
tendo em vista a aquisição de conhecimentos e
habilidades e a formação de atitudes e valores
C. O aprimoramento do educando como pessoa humana,
incluindo a formação ética e o desenvolvimento da
autonomia intelectual e do pensamento crítico
D. A formação integral do educando e seu preparo para
o mundo do trabalho
E. O desenvolvimento de atitudes positivas em relação
ao outro e de valorização do eu


07-No inicio do ano letivo o diretor da escola Aquarela realizou
oficinas com os grupos de segmentos da comunidade escolar:
pais, alunos, professores e funcionários. Cada componente
pensou sobre a escola e as ações necessárias à sua melhoria. Ao
reunir os pares e discutir a escola, José fez uso de um dos
princípios do Projeto político pedagógico:
A. Flexibilidade
B. Gestão democrática
C. Avaliação
D. Liberdade
E. Alteridade


08-Quanto ao processo de avaliação escolar, avaliar
qualitativamente a aprendizagem:
A. Acontece em momentos isolados, determinado pelo
docente
B. Pode ser formal e informal, sempre de caráter
mensurável
C. É menos explícito, envolvendo apenas a forma
classificatória
D. Acontece no processo, em cada atividade
desenvolvida e incorpora o elemento subjetivo no
procedimento
E. Julga de forma quantitativa o domínio dos conteúdos


09-Hoffman, ao discutir a avaliação mediadora caracteriza-a
como:
A. Classificatória e com caráter quantitativo.
B. Mediada pelo professor e o conteúdo proposto.
C. A serviço da aprendizagem do aluno, da formação da
cidadania.
D. Classificatória e excludente.
E. Tradicionalmente baseada em provas e textos.


10-Um professor que planeja e promove situações de
aprendizagem estimulando o processo de construção do
conhecimento está assumindo uma postura:
A. Positivista, pois acredita na capacidade de construção
do aluno.
B. Inatista, já o conhecimento está em nós.
C. Sócio-histórica, atuando como mediador do
conhecimento.
D. Moderna, utilizando princípios de uma pedagogia
renovada.
E. Tecnicista, pois se baseia na técnica como instrumento
de construção da aprendizagem.


11-Carlos planejou uma aula diferente, pois seus alunos
estavam sempre reclamando da monotonia de sua aula. Assim
dispôs dos recursos tecnológicos que tinha na escola levando os
alunos para o laboratório de informática onde fez uso do
projetor, explicando o assunto e mostrando aos alunos como
responder as questões dos exercícios que já estavam nas
máquinas. Quando os alunos terminassem de responder
deveriam encaminhar o exercício para a impressora para que o
professor imprimisse e corrigisse. Os alunos não se
interessaram em nenhum momento pela atividade, ficaram
agitados e conversando o tempo todo. A situação apresentada
indica em relação ao uso das tecnologias na sala de aula:
A. Que Carlos não tinha controle da sala e por isso não
deveria ter levado os alunos para o laboratório de
informática.
B. Que a adoção de novas ferramentas tecnológicas na
sala de aula não implica em novas práticas
pedagógicas, pois pode se configurar apenas como o
velho revestido de roupa nova.
C. Que os alunos não demonstraram interesse porque não
gostavam de estuda
D. Que o ambiente diferente ao da sala de aula propiciou
a dispersão dos alunos e por isso Carlos não teve
domínio da sala
E. Que as ferramentas tecnológicas utilizadas não
interessavam aos alunos.


12-Para as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação
Básica, são componentes integrantes da base nacional comum,
EXCETO:
A. Língua Espanhola.
B. Língua Portuguesa.
C. Ensino Religioso.
D. Educação Física.
E. Matemática.


13-Para educar na diversidade o professor precisa adotar uma
prática inclusiva, a qual esteja baseada na flexibilização do
currículo e de seu enriquecimento a partir do aproveitamento
das diferenças individuais dos sujeitos. São exemplos de uma
prática pedagógica inclusiva, EXCETO:
A. Desenvolver atividades escolares cooperativas, nas
quais os alunos possam em grupos resolver tarefas e
construir conhecimentos juntos
B. Utilizar atividades individuais e em grupos, onde os
alunos possam aprender sozinhos e com os outros.
C. Realizar uma avaliação contínua, a qual forneça dados
para a adoção e uso de metodologias de ensino que
abordem os conteúdos de forma diversificada.
D. Desenvolver a mesma atividade para todos e um
mesmo tempo de realização desta de forma a não
privilegiar ninguém, uma vez que se está oferecendo a
mesma oportunidade e o mesmo tempo pedagógico
E. Incentivar a participação dos estudantes na tomada de
decisões como na escolha de conteúdos e na forma de
abordagem destes.


14-Na concepção neoliberal de educação, o Estado transfere ou
divide suas responsabilidades com o setor privado, estimulando
a competição e o padrão de qualidade. Essa visão se traduz
numa política educacional:
A. Autônoma
B. Centralizada
C. Descentralizada
D. Competitiva
E. Democrática


15-A concepção de que aprender é um ato de conhecimento da
realidade concreta e só tem sentido se resulta de uma
aproximação crítica dessa realidade, na qual os sujeitos
transformam a si mesmos e ao mundo, se baseia numa
tendência:
A. Liberal.
B. Tecnicista.
C. Libertadora.
D. Critico social dos conteúdos.
E. Tradicional.



16-Segundo o texto introdutório:
A. A Gramática tem o objetivo único de trabalhar a norma
padrão, sem fazer nenhuma menção a outros registros
linguísticos.
B. A variedade padrão da língua será abordada sempre em
contraparte a outras variedades.
C. Só será possível abordar textos de jornalistas e
escritores consagrados no presente manual.
D. O livro será voltado apenas à ampla comunidade culta.
E. Por tratar de um conjunto sistemático de formas e
construções linguísticas, a gramática será voltada para
orientação de escritores, jornalistas e autores
brasileiros.

17-O texto faz referência a um determinado momento histórico.
Dessa forma:
A. Percebemos que a gramática normativa brasileira
continua presa a preceitos lusitanos.
B. O autor procura nos informar que o estabelecimento de
uma língua padrão coincide com o momento histórico
vivido no Brasil.
C. A principal característica desse momento histórico é a
notória arbitrariedade.
D. O momento histórico pode ser fixado devido ao esforço
de jornalistas e escritores em estabelecer uma língua
pura.
E. Os centros urbanos foram os principais responsáveis
pela destruição dos padrões populares da língua
portuguesa no Brasil.
18-Segundo o texto, quem foi responsável pelo estabelecimento
de uma norma linguística padrão no Brasil?
A. Os ensaítas em geral, que passaram seus ideais aos
demais escritores nacionais.
B. A elite intelectual formada na segunda metade do
século 19.
C. A gramática então apresentada.
D. Os linguistas da época.
E. A formação da língua se deu naturalmente, a partir de
influências puramente lusitanas.


19-Sobre a norma padrão e sua relação com o ambiente escolar
abordada brevemente no texto:
A. A escola deve preterir a norma padrão em relação a
outros registros e deve apenas ficar no âmbito dos
estudos linguísticos.
B. A norma padrão é apenas uma variedade dentre outras
e a escola deve considerá-la dispensável.
C. A escola procura estabelecer como padrão uma única
variedade e fazer com que os alunos a adquiram pela
via da leitura.
D. A norma padrão não apresenta distinção das outras
estudadas na escola.
E. A norma padrão estabeleceu-se como modelo de uso e,
portanto como competência a ser adquirida na escola.


20-Acerca do estabelecimento ou não de padrões linguísticos e
de abordagens possíveis na gramática, o autor destaca:
A. A opinião congruente sobre sua representatividade.
B. A capacidade única que os linguistas possuem de
apontar fatos.
C. A falta de consenso.
D. A escassez de amostragem.
E. A profusão de detentores de conhecimento
especializado.


21-Qual das competências abaixo não pode ser objetivada pelo
professor ao trabalhar o gênero do texto acima em sala de aula?
A. Capacidade de fazer uma reflexão sobre um fato e
identificar uma idéia.
B. A desnecessidade de haver balões de diálogo para
ajudar o leitor na interpretação da idéia central.
C. Uso do humor e da sátira para expressar a visão do
autor sobre uma idéia ou fato.
D. Percepção da charge como um importante recurso para
o desenvolvimento do pensamento e do posicionamento
crítico.
E. Observação dos desenhos percebendo que são
elementos que permitam ao leitor entender a situação
representada e enxergar a crítica feita pelo autor.


22-―Existem na língua recursos diversos para indicar que
estamos dirigindo a palavra a um interlocutor ou destinatário
(...)
A enunciação de qualquer desses segmentos se realiza
obrigatoriamente se realiza obrigatoriamente mediante uma
modulação da voz__ou entonação__ que sinaliza a intenção
com que são proferidos: alerta, convite, saudação, apelo,
repreensão, chamamento, ordem etc. (...) Todos esses
enunciados constituem frases de situação.‖ (Gramática
Houaiss)
Na charge apresentada no texto 2, há exemplos que o professor
pode dar acerca do aspecto gramatical que foi tratado no trecho
da presente questão. Qual das alternativas contém esses
exemplos?
A. Lhe - no
B. Afeta - tô
C. ... - , - ?
D. Professor-Relaxa
E. Greve- correios- contas


23-― Segundo Bechara, modernamente diz-se que não há elipse
nestes casos em que a referência ao sujeito é dada pela
desinência verbal. Bechara só considera a existência de elipse
em casos em que o sujeito apareceu em oração anterior.
Mattoso Câmara tem a mesma posição. Já Adriano da Gama
Kury considera elipse nos dois casos.‖
Considere as frases e assinale a alternativa que contém uma
análise correta à luz do que foi tratado no trecho acima:
“Sério, quieto, feito ele mesmo, só igual a ele mesmo nesta
vida. Tinha notado minha ideia de fugir,...‖ (Guimarães Rosa)
A. Segundo Bechara, houve elipse do sujeito no segundo
período.
B. Para Gama Kury, não houve elipse.
C. Para Gama Kury houve elipse nos dois períodos.
D. Segundo Mattoso Câmara não houve elipse do sujeito.
E. Bechara e Kury convergem para a mesma conclusão.

24-‗Não é hora de ser pragmático, é hora de ser sonhático‘
(Marina Silva)
Ao levar tal declaração da ex-senadora para uma análise em
sala de aula, o professor só NÃO deve afirmar que:
A. A palavra em destaque é um neologismo.
Neologismos são novas palavras, criadas para dar
conta de novas situações, novos conceitos, fatos,
objetos, assim designadas por um determinado tempo.
B. Não há neologismo, pois este depende da breve
ausência do dicionário e de incorporação no gosto
popular. Tais palavras tendem a cair no esquecimento
como os termos ‗delubizar‘ e ‗valerioduto‘.
C. O vocábulo em destaque deve ser visto como um
neologismo, já que se toma como base de
conhecimento do léxico da língua o mais recente
VOLP e dicionários consagrados. A ausência de um
termo proferido e ausente em uma dessas publicações,
configura o neologismo.
D. É um neologismo, mas é importante observar que
podem ser consagradas pelos falantes ou caírem
rapidamente no esquecimento.
E. É possível a um falante cunhar termos novos. Trata-se
de um caso assim o termo destacado: não figuram
ainda no léxico, mas que podem ser acionados pela
competência do falante.


25-Poderemos eliminar do rol de neologismos apenas o
vocábulo:
A. Pitboy
B. Ficante
C. Sambódromo
D. dicionarizada
E. mensalão


26-"O coração tem que se apresentar diante do Nada sozinho e
sozinho bater em silêncio de uma taquicardia nas trevas.Só se
sente nos ouvidos o próprio coração. Quando este se apresenta
todo nu, nem é comunicação, é submissão. Pois nós não fomos
feitos senão para o pequeno silêncio, não para o silêncio astral."
Clarice Lispector
O professor pode levar esse trecho de Clarice Lispector para
sua sala de aula e apresentá-lo com um exemplo de texto
literário, exceto:
A. Porque consegue produzir um efeito estético no leitor.
B. Pela predominância da função emotiva e poética.
C. Por recriar com uma linguagem poética dados da
realidade.
D. Pela forma como expressa a realidade subjetiva de sua
autora.
E. Pelo uso de figuras de estilo que são exclusivas do
texto literário

27-Prezado Senhor,
Somos alunos do Colégio Tomé de Souza e temos
interesse em assuntos relacionados a aspectos históricos
de nosso país, principalmente os relacionados ao cotidiano
de nossa História, como era o dia a dia das pessoas, como
eram as escolas, a relação entre pais e filhos etc.
Vínhamos acompanhando regularmente os suplementos
publicados por esse importante jornal. Mas agora não
encontramos mais os artigos tão interessantes. Por isso,
resolvemos escrever-lhe e solicitar mais matérias a
respeito.
 O tema de interesse dos alunos é
(A) cotidiano.
(B) escola.
(C) História do Brasil.
(D) relação entre pais e filhos
Ao responder corretamente a questão acima, o aluno
demonstrou que atingiu a competência de:
A. Dominar as normas relativas à redação oficial.
B. Localizar informações explícitas num texto.
C. Ser capaz de identificar o tema de um texto pelo. seu
título.
D. Descobrir o sentido de uma expressão.
E. Identificar o tema do texto.

28-Para trabalhar o descritor acima com os alunos o professor
deverá entre outras estratégias:
A. Ler textos de diferentes gêneros e conversar sobre seus
sentidos.
B. Ler apenas textos informativos e exercitar a
localização de informações após as leituras.
C. Trabalhar as questões anteriores da prova Brasil e
identificar os textos mais recorrentes.
D. Propor exercícios em que se explique denotativamente
o sentido das palavras ou expressões.
E. Identificar a relação de um texto com as regras da
redação oficial.

29-A competência a ser verificada na questão acima pode ser
adquirida pelo aluno quando o professor trabalha:
A. Apenas textos em que as informações estejam
explícitas.
B. Textos em que o tema está explícito ou não.
C. Textos que insiram expressões e definam seu contexto.
D. Com artigos de opinião e editoriais de jornais e
revistas.
E. Textos que venham com informações importantes em
destaque.

30.As Amazônias
Esse tapete de florestas com rios azuis que os
astronautas viram é a Amazônia. Ela cobre mais da
metade do território brasileiro. Quem viaja pela
região não cansa de admirar as belezas da maior
floresta tropical do mundo. No início era assim: água
e céu. É mata que não tem mais fim. Mata contínua,
com árvores muito altas,

cortada pelo Amazonas, o maior rio do planeta. São
mais de mil rios desaguando no Amazonas. É água
que não acaba mais.
 SALDANHA, P. As Amazônias. Rio de Janeiro:
Ediouro, 1995.
2. O texto trata
(A) da importância econômica do rio Amazonas.
(B) das características da região Amazônica.
(C) de um roteiro turístico da região do Amazonas.
(D) do levantamento da vegetação amazônica.
A questão utilizada, verifica a capacidade do aluno de:
A. Distinguir a opinião do autor acerca de um fato.
B. Identificar o significado de uma palavra pelo contexto.
C. Identificar o tema de um texto.
D. Inferir o significado de uma expressão.
E. Identificar uma informação específica no texto.


31-‗Trata-se de um conectivo explicativo, introdutor de um fato
que serve de argumento para uma opinião ou tese. ‘
Qual das alternativas a seguir contém o conectivo com tal
definição?
A. ―a solidariedade humana, mais do que nenhuma outra
coisa, interessa o destino da humanidade‖.
B. ―No entanto, não deixemos que os preconceitos turvem
a nossa visão: em um país que só reverencia a casagrande,
os dois mulatos simbolizam em suas raízes a
ironia maior da jovem nação, cuja cultura mais refinada
nasce sob o signo da miscigenação.
C. ―Porque aí, em São Paulo, e em Campinas também, há
sociedades de homens de cor? Hão de ter surgido
devido a algum impulso do meio, tanto que no resto do
Brasil não as há‖.
D. “Quinze namorados! Quinze! De que lhe serviram? Um
levara-lhe beijos, outro abraços, outro uma e outra
cousa; e sempre esperando casar-se, isto é, libertar-se,
ela ia languidamente, passivamente deixando‖
E. ―Viu que os dois acabam de beijar-se. A vista se lhe
turvou;quis arrombar a porta, mas logo lhe veio a idéia
do escândalo…

32.é publicada geralmente em jornais ou
revistas;
• relata de forma artística e pessoal
fatos colhidos no noticiário
jornalístico e no cotidiano;
consiste em um texto curto e leve, que
tem por objetivo divertir e/ou fazer
refletir criticamente sobre a vida e os
comportamentos humanos;
• pode apresentar elementos básicos
da narrativa - fatos, tempo, personagens e
lugar - com tempo e espaço não limitados;
( Revista Nova Escola)
O professor de língua portuguesa apresentou os tópicos acima e
os definiu corretamente como características:
A. Do artigo de opinião.
B. Do conto.
C. Da novela.
D. Da peça teatral.
E. Da crônica.

33-―Ao reescrever a versão pessoal de uma história conhecida
ou com alterações solicitadas pelo professor, como a mudança
de cenário, de tempo ou de narrador, o aluno pode realizar um
grande esforço criativo para conseguir reconstruir a mesma
história e não perder a coerência. Esse processo, baseado em
diferentes maneiras de reescrever um texto-fonte, é parte
integrante do percurso de autoria, que pode ser construída com
muita prática e reflexão.‖ (Revista Nova Escola)
A. A reescrita é apoiada pela autora e seu texto contém
várias ressalvas a essa prática pedagógica.
B. Pode-se afirmar que a autora acredita que a reescrita
corresponde ao momento de análise do que foi escrito,
para aquele que escreve confirmar se os objetivos
foram cumpridos.
C. A reescrita é relativamente fácil, pois envolve grande
esforço criativo por parte do professor que vai orientar
o trabalho.
D. A reescrita é o momento final do trabalho. O aluno
deve observar se a versão pessoal da história tem
alterações e deve ser observada nessa etapa, isto é,
reescrever tentando evitar muito aperfeiçoamento.
E. O texto-fonte é aquela primeira reescrita feita pelo
aluno, sem poder de maneira alguma fugir à orientação
do professor

Texto
A produção de textos em sala de aula ganhou papel relevante
quando se trocou a redação, produção realizada pelo aluno
(normalmente com tema proposto pelo professor), por produção
de textos no ambiente escolar.
Assim, é necessário ter o professor como mediador dessa
capacidade e a escola como lugar desse saber recupere no aluno
a capacidade de criação textual, a habilidade de produção, visto
que é na escola que se processa essa competência do aluno. O
professor deve fazer das aulas de produção de texto uma
maneira de inserir o aluno ao mundo da escrita, da produção
textual, entendendo que é na escola que o aluno mantém
contato com outros textos.
Partindo da capacidade do homem de inserir-se na leitura,
escrita e de criação textual, é necessário considerar a escola
como um lugar de inserção do sujeito nesse meio, já que o
acesso à escrita se dá na escola e para tal cabe-lhe a função.
(Revista Língua Portuguesa)

34- Segundo o texto:
A. Ao se mudar a nomenclatura, toda a visão anterior
que se tinha sobre a produção de texto em sala mudou
por si só.
B. O professor não mais será um propositor de temas de
redação, mas alguém que propiciará ao aluno interação
e diálogo com outros textos.
C. O professor deve ser um mediador responsável pela
nítida separação que deve haver entre leitura e escrita
de textos em sala de aula.
D. A escola pode ser participante no contexto da
formação do leitor, mas isso dependerá
exclusivamente do que o aluno já leu e gostou
anteriormente.
E. O papel de formar o leitor é unicamente da escola não
importanto a bagagem que ele trouxe anteriormente. É
papel do professor apresentá-lo ao mundo da leitura.

35- Tão longe, tão perto
Para não errar mais no emprego dos pronomes
demonstrativos.
Por Sérgio Simka
Atire o primeiro livro de gramática quem nunca teve dúvida em
utilizar este/esse numa frase, como a que segue: ―Este trabalho
visa a elucidar a importância da problemática causada pela
presença...‖ Ao contrário do que muitos pensam, o emprego dos
pronomes demonstrativos este, esse, aquele obedece a algumas
diretrizes que o bom redator precisa conhecer para que seu
texto transmita efi cientemente a mensagem. (Revista Língua
Portuguesa)
Ao final desse artigo, o autor elaborou um quadro
demonstrativo do uso correto dos pronomes no discurso. 
Qual dos pares de frases a seguir poderia ser utilizado em sala
de aula pelo professor como introdução para o correto uso dos
demonstrativos?
A. ‗Grave esse lembrete: para escrever é necessário ler
bem.‘
O livro ensina como escrever bem. É neste capítulo
que se discutem as estratégias.
B. ‗Isto é o que o professor diz sempre: ler é
fundamental. ‘
‗Disse-lhe que havia tirado zero. Isso a deixou triste.‘
C. ‗Este último mês passei na França.‘
 O eminente mestre vai estar na cidade estes dias.‘
D. ‗Esse século é o da informação.‘
 ‗Casam esse ano.‘
E. ‗Pedro e Paulo são irmãos; este,porém,é mais
simpático que esse.‘
 ‗Pedro e Paulo são irmãos; aquele, porém, é mais
simpático que este.‘


36- ―É comum escutarmos hoje, nos cursos de formação de
professores de língua materna, que nossos antigos mestres
ficaram, por muito tempo, presos ao ensino metalinguístico do
português. Porém, há duas décadas e meia, a reflexão
linguística como forma de interação social está sendo usada nas
escolas para substituir aquele tipo de ensino, tendo como
propósito fazer com que os alunos se apropriem não só das
estruturas gramaticais, mas também percebam e entendam a
vastidão de gêneros textuais que os circundam e saibam usá-los
competentemente.‖ (Iran Ferreira de Melo)
Podemos citar como textos introduzidos em sala de aula a partir
dessa nova perspectiva, exceto:
A. Os classificados de jornal
B. As charges
C. As placas com incorreções gramaticais.
D. Textos literários
E. Poemas concretos


37-
―1) Adjetivo ou pronome modificando apenas um
substantivo
O princípio básico é claro: as palavras que modificam o
substantivo - adjetivos, pronomes, numerais, artigos - devem
concordar em número e gênero com esse substantivo.‖
(Professor Pasquale)
Os exemplos abaixo foram retirados do livro do professor
Pasquale Cipro Neto. Abaixo estão exemplos retirados desse
mesmo livro. Qual deles foi alterado para conter erro de
concordância?
A. Seus pés estão gelados!
B. Há razões bastante para denunciá-lo.
C. Minha lapiseira é amarela.
D. Nossos filhos cresceram saudáveis.
E. Que belo nariz e boca!

38-―... conhecer regência verbal, por exemplo, é
poder refletir se determinado verbo necessita ou não de
complementos, o que resulta em escolhas de preposições
relacionadas a este complemento. Há verbos que, de acordo
com a mudança de sua transitividade, apresentam mudança
de significado. O conhecimento das diferentes regências
desses verbos é um recurso linguístico que não só permite a
correta interpretação de textos, como também oferece
possibilidades expressivas ao falante/escritor.”
(http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=155
09)
Está correta quanto às regras de regência verbal apenas:
A. ‗...lembra-se de traduzir, em um hino de sua lira, uma
dor que o consome ou um desânimo que o abate‘
B. ‗— Pois sim, vou. Agradeço a vocês o cuidado que
tomaram por mim. ‘
C. ‗Teófilo chamava-se à nosso poeta.‘
D. ‗— Vim dizer-te para que mais depressa esquecesses
aquela mulher.‘
E. ‗— Prefiro a verdade, cruel embora, à dúvida, disse
ele.‘
Texto
"O trabalho com a oralidade pode, ainda, ressaltar a
contribuição da fala na formação cultural e na preservação de
tradições não escritas que persistem mesmo em culturas em que
a escrita já entrou de forma decisiva. Veja-se o caso tão
ilustrativo dos contos populares ainda tão vivos em nosso povo
não só no interior, mas também em áreas urbanas. Dedicar-se
ao estudo da fala é também uma oportunidade singular para
esclarecer aspectos relativos ao preconceito e à discriminação
linguística, bem como suas formas de disseminação. Além
disso, é uma atividade relevante para analisar em que sentido a
língua é um mecanismo de controle social e reprodução de
esquemas de dominação e poder implícitos em usos linguísticos
na vida diária, tendo em vista suas íntimas, complexas e
comprovadas relações com as estruturas sociais." (Marcuschi)


39-Qual o único trecho dos Parâmetros curriculares nacionais
que, retirado do contexto, não coaduna com o a idéia central do
texto acima?
A. ‗...há muitos preconceitos decorrentes do valor social
relativo que é atribuído aos diferentes modos de
falar...‘
B. ‗é muito comum se considerarem as variedades
lingüísticas de menor prestígio como inferiores ou
erradas.‘
C. ‗O problema do preconceito disseminado na sociedade
em relação às falas dialetais deve ser enfrentado, na
escola, como parte do objetivo educacional mais
amplo de educação para o respeito à diferença.‘
D. ‗a escola precisa livrar-se de alguns mitos: o de que
existe uma única forma ‗certa‘ de falar – a que se
parece com a escrita‘
E. ‗a escrita é o espelho da fala – e, sendo assim, seria
preciso ‗consertar‘ a fala do aluno para evitar que ele
escreva errado.‘


40-O autor aponta um possível ponto de partida para o
professor abordar em sala de aula o tema em questão. Qual é
ele?
A. O conto popular.
B. A discriminação linguística.
C. Dedicar-se ao estudo da fala.
D. Disseminação da discriminação linguística.
E. As estruturas sociais.