Leitura: Eu, professora e Burnout

by - fevereiro 24, 2019

No livro Eu, professora e Burnout, as autoras falam sobre a experiência difícil de muitos professores que adoecem mentalmente por causa das péssimas condições de trabalho que temos hoje em dia.
É narrada e história de uma professora que era encantada com a profissão, que sempre gostou de dar aulas, porém aos poucos foi sentindo-se desgastadas pelas coisas que via e vivia na escola.
Alunos desinteressados, rebeldes, humilhações, falta de apoio e recursos, tudo isso se acumulando diariamente levaram Eunice a um estado grave de apatia, depressão, ansiedade e tornaram o trabalho insuportável.
Apesar de o livro ter uma visão conservadora e a autora desse blog aqui ser predominantemente voltada para a esquerda, tenho que concordar com muitas afirmações do livro. Não dá para continuar com a balela de que temos 'escola para todos', se a escola está sendo dominada por alunos que ão querem nada, que frequentam apenas por obrigação e passam mais tempo impedindo o professor de trabalhar do que fazendo algo de útil para seu futuro.
A profissão de professor é cada vez mais desvalorizada e só consegue se adaptar quem tem uma vocação para o heroísmo ou quem não se importa mais com nada, além de continuar recebendo seus rendimentos.
A maioria dos jovens não quer ser professor, os melhores talentos estão procurando profissões onde possam ser mais valorizados e não precisem vender um 'mercadoria' que ninguém quer comprar.

Alguns trechos do livro falam por muitos professores:

"Precisamos reverter a ideia de que os adultos - no caso os docentes - têm obrigação de entreter as crianças - os alunos-, caso contrário, irão se desinteressar, e abandonar os estudos. Claro que a escola e as aulas devem ser didáticas e atraentes, e podem ser divertidas também - mas não obrigatoriamente, e não sempre! Ninguém cresce sem superar dificuldades"

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"É comum hoje que os professores tenham em sua sala de aula, principalmente se lecionam em escolas de periferia, em média dois ou mais alunos envolvidos como tráfico de drogas ou com o crime organizado. Esses alunos tendem a ter uma postura bastante altiva e arrogante na escola. Eles têm plena consciência do alcance de seu poder e fazem questão de agir para que todos conheçam esse alcance. Alunos assim intimidam não só seus colegas, mas também professores e gestores."

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"E, ao invés de contarem com apoio, os docentes são cobrados a ser mais empáticos e compreensivos com esses alunos, ainda que eles dificultem ou mesmo inviabilizem o trabalho em sala, comprometendo sobremaneira o aprendizado dos demais."
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